A Caixa começou a pagar em 25 de setembro um novo lote de valores do antigo Fundo PIS/Pasep. O dinheiro pertence a trabalhadores e servidores que tiveram cotas no fundo e ainda não fizeram o saque.
Neste lote, receberam os pedidos feitos até 31 de agosto. Segundo a Agência Brasil, o valor médio fica entre R$ 2,8 mil e R$ 2,9 mil, embora o total varie conforme o tempo trabalhado e os depósitos feitos na época.
Há ainda uma data próxima para quem descobrir agora que tem dinheiro a receber: solicitações feitas até 30 de setembro têm pagamento previsto para 26 de outubro, depois da análise e aprovação do pedido.
Esse dinheiro não é o abono salarial pago todos os anos. São cotas antigas do PIS/Pasep que ficaram sem saque e hoje podem ser pedidas pelo trabalhador ou, em caso de falecimento, pelos beneficiários legais.
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- Podem ter valores trabalhadores com carteira assinada e servidores que tiveram cotas do PIS/Pasep entre 1971 e 1988.
- O valor médio do lote atual está entre R$ 2,8 mil e R$ 2,9 mil.
- Herdeiros e beneficiários legais também podem pedir o dinheiro de um titular falecido.
- É possível consultar pelo REPIS Cidadão e pelo aplicativo FGTS.
- Pedidos feitos até 30 de setembro têm crédito previsto para 26 de outubro, após aprovação.
- O prazo para pedir o ressarcimento vai até setembro de 2028.
Quem pode ter dinheiro do antigo PIS/Pasep
As cotas são ligadas a trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que trabalharam entre 1971 e 1988 e tinham saldo nas antigas contas individuais do PIS ou do Pasep.
Portanto, ter trabalhado naquele período é o primeiro filtro, mas não significa automaticamente que exista dinheiro disponível. É preciso que tenha restado uma cota sem saque. A consulta pode ser feita gratuitamente no REPIS Cidadão, sistema oficial do Ministério da Fazenda.
Para quem está consultando um familiar que já morreu, o próprio REPIS permite que o beneficiário entre com sua própria conta Gov.br e informe os dados do antigo titular. A Caixa também exige documentos que comprovem a condição de dependente ou sucessor.
Não confunda com o abono salarial do PIS/Pasep
Os nomes são parecidos e podem causar confusão. O abono salarial é aquele benefício pago conforme regras de renda e tempo trabalhado em determinado ano-base.
As cotas desta notícia têm outra origem. Durante parte das décadas de 1970 e 1980, valores eram depositados em contas individuais de trabalhadores e servidores. Esses depósitos deixaram de ser feitos após a mudança do sistema em 1988; posteriormente, o antigo fundo foi extinto e os saldos que continuavam sem saque acabaram transferidos ao Tesouro Nacional.
Ou seja, não existe um valor de R$ 2,9 mil sendo liberado para todos os trabalhadores. Esse é apenas o valor médio observado no lote atual entre quem efetivamente tinha cotas antigas a receber.
Como consultar e pedir o dinheiro
A consulta pode ser feita pelo REPIS Cidadão. Para acessar o sistema, é necessária uma conta Gov.br de nível prata ou ouro.
O titular também consegue consultar e solicitar o ressarcimento pelo aplicativo FGTS. Quem preferir pode fazer o pedido em uma agência da Caixa. A própria instituição reúne as orientações na página de ressarcimento do PIS/Pasep.
Depois do pedido, a Caixa encaminha a solicitação ao Ministério da Fazenda, responsável pela análise e autorização. Portanto, a data do calendário não significa que todo pedido será automaticamente pago: primeiro é preciso que o direito ao valor seja reconhecido.
Os próximos pagamentos
O calendário de 2026 trabalha com uma data de corte para o pedido e outra para o crédito. Para quem ainda não solicitou, os próximos prazos são estes:
Há, contudo, uma ressalva importante nas regras oficiais: o pagamento depende da disponibilidade de recursos no orçamento federal. Se faltar verba no ano do pedido, o valor pode ser transferido para o ano seguinte, com correção.
Herdeiros também podem pedir
Quando o antigo trabalhador ou servidor já morreu, o dinheiro não desaparece. Os beneficiários legais podem fazer a solicitação, porém precisam comprovar o direito ao valor.
Entre os documentos aceitos pela Caixa estão registros de dependentes habilitados à pensão por morte e, conforme o caso, documentos de sucessão ou autorização dos herdeiros. Como a exigência muda de acordo com a situação da família, vale consultar a relação oficial de documentos antes de iniciar o pedido.
Para famílias com pais ou avós que trabalharam formalmente naquele período, a consulta pode valer alguns minutos. Se não houver saldo, não há custo; se houver, o direito ao ressarcimento continua existindo.
Ainda dá tempo para consultar
O prazo final para solicitar essas cotas vai até setembro de 2028. Portanto, 30 de setembro de 2026 não é a data final para recuperar o dinheiro — é apenas o corte para entrar no pagamento previsto para outubro.
Para quem trabalhou entre 1971 e 1988, ou tem um familiar falecido que trabalhou nesse período, o caminho mais simples é começar pela consulta oficial no REPIS Cidadão. Se aparecer saldo, aí sim vale seguir com a solicitação e conferir a documentação necessária.

Sebastião Neto é administrador pela UFMG, com MBA Executivo em Mercado de Capitais pelo IBMEC e especialização em M&A pelo Insper. Tem experiência em finanças, estratégia, gestão comercial, desenvolvimento de negócios e fusões e aquisições. No Firma Feed, contribui para traduzir temas de carreira, dinheiro e negócios em informações mais claras e úteis para decisões do dia a dia.



